Polêmica

Em 2004, Assembleia gaúcha permitiu sacrifício de animais por 32 votos a 2

Nilson Mariano

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Se o sacrifício de animais em cultos afro-brasileiros for proibido pela Assembleia, haverá uma reviravolta no que o próprio Legislativo gaúcho decidiu no final de junho de 2004. Por maioria esmagadora, os deputados da época aprovaram os abates em rituais: 32 votos favoráveis e apenas dois contrários.

Autor do projeto que autorizou a imolação, o ex-deputado Edson Portilho (PT), hoje vereador em Sapucaia do Sul, destaca que o governador Germano Rigotto, apesar de ser do PMDB, sancionou a matéria.

— Entendo que as religiões têm os seus rituais, e não seremos nós que iremos julgá-las — observa Portilho, que não se declara umbandista.

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Ele diz que admira o trabalho de Regina Becker, pois também defende a causa dos animais, mas discorda da tentativa de rever a posição inicial da Assembleia. Portilho acha desnecessário levantar a polêmica, que provocou animosidades à época.

— Fui perseguido, sofri ameaças, mas passou, não guardo mágoas — recorda.

Um dos que votaram contra a aprovação de sacrifícios em liturgias foi o deputado Manoel Maria (PTB). Pastor evangélico, é o autor do Código Estadual de Proteção aos Animais, de 2003. Para Manoel Maria, é "aberração" sujeitar animais a qualquer tipo de sofrimento.

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